O que é Rolfing® Movimento?
Assim como cada um de nós tem uma assinatura que é única também temos padrões de movimento bem peculiares:
Experimente cruzar e descruzar os dedos de suas mãos várias vezes. Observe como você encaixa os dedos da mesma maneira, com o mesmo polegar sempre acima dos outros dedos. Tente então encaixar os dedos de modo que o outro polegar fique por cima. Estranho não é? Este é um exemplo simples e inócuo de padrão de movimento, no entanto há padrões que nos aprisionam e é deles que o Rolfing® Movimento se ocupa.
O que é um padrão de movimento "que aprisiona"?
Um exemplo típico é o sentar "esborrachado", que joga o pescoço e a cabeça para frente e as lombares para trás. O resultado é dores nos ombros, na nuca e na região lombar. Outro exemplo é caminhar sem a participação dos dedos dos pés: o caminhar torna-se ineficiente, pesado e deselegante. Estes e outros padrões exigem que o corpo faça compensações para manter certo equilíbrio no espaço e assim acabamos aprisionados numa postura que está longe de ser a mais integrada.
Como se formam os padrões de movimento?
Os padrões de movimento dependem de muitos fatores, em especial dos padrões de percepção e de coordenação e também das fixações que possam existir nos tecidos e no significado que, consciente ou inconscientemente, a pessoa atribui aos acontecimentos.
O que são padrões de percepção?
Padrão de percepção é o modo como usamos os nossos sentidos, em especial a visão, a audição e o tato. Podemos, por exemplo, ter um padrão de visão "em túnel" que nunca se modifica para se adaptar as diferentes circunstâncias, e este padrão de visão "em túnel", seja com o olhar dirigido para o chão, ou com o olhar dirigido para o alto, vai inibir o movimento dos ombros! Num caso assim, trabalhar apenas nas fixações dos tecidos dos ombros e nuca doloridos não é o suficiente. É preciso trabalhar com o padrão de percepção.
O que são padrões de coordenação?
Todo movimento que fazemos, consciente ou inconscientemente, é realizado por grupos de músculos que trabalham "em equipe”. Quando alguns músculos de “uma equipe” entram em ação antes do que deveriam, o que acontece com toda a equipe é que alguns músculos deixam de trabalhar enquanto outros trabalham mais. O resultado é tensão desnecessária. Um exemplo bastante comum é o ombro duro e dolorido de quem trabalha no computador e não estabiliza a escápula (a "asinha") antes de começar a digitar: nestas pessoas, a parte superior do músculo trapézio, que vai da base do crânio até o ombro, entra em ação fora de hora e acaba dolorido por que realiza um trabalho que não é primariamente seu. O rolfista de movimento ensina o cliente a melhorar a coordenação do trabalho "em equipe" dos músculos do corpo nas diferentes situações do quotidiano da pessoa.
A quem se destina o Rolfing® Movimento?
A qualquer pessoa de qualquer idade: desde o bebê até seus bisavôs. Pode-se dizer que quando o rolfista manipula os tecidos ele está lhe dando um peixe, e quando ele faz a educação do movimento ele está lhe dando uma vara para você pescar outros “peixes” (fazer novas descobertas relativas ao modo como habita seu corpo)
Nunca passei pelo processo de IE Rolfing®. Posso fazer apenas Rolfing® Movimento, sem passar pela manipulação?
Pode, da mesma maneira que você poderia passar pela manipulação sem nunca fazer as sessões de movimento. Mas o processo todo é bem mais eficiente se as duas abordagens estiverem presentes na "maleta de ferramentas" do rolfista, que as empregará de acordo com as necessidades específicas de cada cliente.